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A Copa do Mundo deu um respiro na polarização e abriu um espaço raro para que as campanhas aproveitem a atenção do eleitor no futebol para se reposicionarem.

O caso mais nítido é o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que usa esse tempo para mudar sua equipe, definir um slogan baseado num chamado para que acreditem nele em um momento de crise de credibilidade e abraça a segurança pública como principal agenda – já que a pauta anti-corrupção não lhe cabe mais tão bem.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT avançam na definição de palanques estaduais enquanto, com muita calma, tentam calcular se vale mais Jaques Wagner dentro ou fora do governo.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) finaliza o programa de governo deixando claro que só vai apresentá-lo depois da Copa.

Romeu Zema (Novo) perambula pelo Nordeste para se apresentar a um eleitor que o rejeita por falas antigas consideradas discriminatórias contra a população daquela região e Renan Santos (Missão) tenta convencer os dois – Caiado e Zema – nos bastidores de que é a melhor opção da direita para derrotar Lula.

A Copa do Mundo paralisa, na prática a política, e os candidatos se reposicionam.



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