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Aliada do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), a advogada Juliana Navarro teria sido a responsável por tirar do papel a parceria entre o BRB (Banco de Brasília) e a PicPay que teria permitido descontos em salários de funcionários públicos do Governo do Distrito Federal, segundo fontes da investigação.

Os bancos e Juliana Navarro – presidente da BRB Serviços – foram alvos de uma operação do Ministério Público do Distrito Federal na sexta-feira (19). Segundo as investigações, a PicPay é suspeita de fazer descontos referentes a empréstimos consignados no salário de servidores, aposentados e pensionistas do Governo do DF, que recebiam pelo Banco Brasília.

A parceria entre a PicPay e o banco público foi realizada por meio da BRB Serviços – empresa subsidiária do conglomerado BRB. O acordo foi firmado em setembro de 2024, cinco meses depois de Juliana Navarro assumir a presidência da subsidiária.

À época, um contrato assinado com a Secretaria de Economia do DF permitiu que a PicPay fosse o único banco com permissão para os descontos nas folhas de pagamento.

Em nota, a PicPay disse que “a companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes, submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão”.

Juliana Navarro participou de todo o governo de Ibaneis Rocha, desde o período de transição. Os dois são ligados desde a época que atuavam como advogados e fora dos cargos públicos.

Em 2019, quando Ibaneis assumiu o governo do Distrito Federal, Juliana Navarro foi nomeada administradora do Gama – região administrativa de Brasília.

Um ano depois, a advogada foi transferida para o BRB Serviços, enquanto diretora de operações. Em abril de 2024, assumiu a presidência da subsidiária, onde está até o momento, mesmo após a saída de Ibaneis do governo.

A CNN Brasil questionou o BRB se Juliana Navarro continuará no cargo após ser alvo da operação que investiga indícios de corrupção no banco, mas ainda não obteve respostas.

Na sexta-feira, em nota, o Banco de Brasília afirmou que a BRB Serviços “não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay. “Importante destacar, ainda, que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração do BRB”, disse.

A reportagem procurou Juliana Navarro e Ibaneis Rocha, mas não obteve respostas. O espaço segue aberto.



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