O anúncio neste fim de semana das desistências das candidaturas de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes movimentou o cenário político paulista.
Interlocutores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscam o apoio formal dos tucanos, mas há resistências.
“Vejo uma enorme dificuldade em apoiar o Tarcísio. O PSDB deve ficar neutro”, disse à CNN o ex-senador José Aníbal.
O tucano avalia lançar seu nome ao Senado pelo PSDB.
Procurado pela CNN, o ex-prefeito Paulo Serra ainda não se manifestou. O espaço está aberto.
Já o entorno do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato Fernando Haddad (PT) lamentou a saída dos adversários.
A leitura é que a disputa polarizada favorece o governador, porque dificulta a realização de debates e aumenta a chance de a eleição acabar no primeiro turno.
Aliados do ex-governador Márcio França (PSB) passaram a defender que o pessebista dispute o governo para tirar votos de Tarcísio e garantir a realização de debates.
Essa tese tem o respaldo de lideranças do PT ouvidas pela CNN. Petistas dizem que o partido deve fazer pesquisas qualitativas para avaliar esse cenário.
Enquanto isso, o Missão rejeita apoiar Tarcísio.
“A chance de irmos com Tarcísio é zero. Vamos procurar um nome no próprio grupo para disputar o governo”, disse à CNN o presidente da legenda, Renan Santos, que é pré-candidato à Presidência da República.