Anúncio


A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que será divulgada nesta terça-feira (22), deve ser acompanhada de perto pelo mercado financeiro após o desconforto gerado pelo comunicado que acompanhou o corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, para 14,25% ao ano.

Embora a redução dos juros estivesse amplamente precificada, a comunicação do BC (Banco Central) abriu dúvidas sobre os próximos passos da política monetária e provocou uma reação negativa na curva de juros, especialmente nos vencimentos mais longos.

O principal ponto de atenção está na discussão sobre o horizonte relevante da inflação, de acordo com o especialista. Parte dos agentes interpretou que o BC estaria disposto a considerar um prazo maior para perseguir a meta de 3%, mesmo diante de projeções e expectativas inflacionárias deterioradas.

“O principal esclarecimento que o mercado vai buscar é a reafirmação do compromisso com a meta de 3% dentro do horizonte relevante de seis trimestres”, afirmou o economista-chefe da Sicredi Asset, Filipe Stona, ao CNN Money.

Para Carlos Lopes, economista do Banco BV, a ata deve detalhar melhor os argumentos que levaram o Copom a manter o ciclo de cortes apesar do cenário mais adverso para a inflação.

“O incentivo do Banco Central nessa ata é trazer uma mensagem que corrija essa impressão e que mostre um comprometimento com a convergência da inflação”, disse o especialista.

Segundo Lopes, no comunicado, a autoridade monetária “não detalhou, não deu um sinal mais claro sobre se vai, de fato, continuar cortando ou se vai fazer uma pausa”, mantendo os próximos movimentos em aberto.

A avaliação predominante entre os analistas é que o problema esteve mais na comunicação do que na decisão em si, já que o corte de 0,25 pontos era esperado pelo mercado e considerado compatível com a estratégia sinalizada anteriormente pela autoridade monetária.

“A taxa estava dentro do esperado, mas a ausência do racional que sustentava a postura abriu margem para interpretações divergentes”, explicou Peterson Rizzo, head de Relações com Investidores da Multiplike.

Mesmo assim, economistas avaliam que a ata desta terça-feira pode não ser suficiente para dissipar todas as dúvidas. Segundo Stona, a percepção de um BC mais leniente já provocou uma abertura relevante da curva de juros e a reversão desse movimento dependerá também do Relatório de Política Monetária.

“O conjunto ata, relatório e coletiva é que deve fechar essa discussão”, afirma o economista-chefe da Sicredi Asset.

Além disso, para Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, o mercado também passou a enxergar um espaço mais limitado para novas reduções da Selic diante da persistência das pressões inflacionárias e do aquecimento da demanda doméstica.

“Os elementos elencados no próprio comunicado mostram o sobreaquecimento da demanda e o afastamento das métricas inflacionárias das metas do Banco Central, configurando um ambiente onde o espaço acaba sendo cada vez mais reduzido”, disse.



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Motorista com CNH cassada é preso após acidente que deixou motociclista gravemente ferida em Cascavel

Em Siqueira Campos, 84 casas de nova etapa de residencial são entregues com apoio do Estado

Banco de Edir Macedo publicou nota de esclarecimento em maio; veja

Comissão aprova capacitação de primeiros socorros voltada a alunos com doenças crônicas

PF faz operação em banco de bispo Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões | Blogs | CNN Brasil

Enfrentando críticas, Cristiano Ronaldo busca retomada contra Uzbequistão

Operação contra CV no Morro Santa Marta provoca tiroteio na zona Sul do Rio

Paraná foi o terceiro portão de entrada de turistas estrangeiros em maio no país

Testemunhas de Jeová terão apoio do Estado em evento para fiéis na Arena da Baixada

Repórter descobre durante cobertura que vítima de atropelamento era o próprio tio na BR-376, no Paraná