Nos bastidores do Palácio do Planalto, ganhou força a avaliação de que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) deve assumir interinamente a liderança do governo no Senado. Ao mesmo tempo, o senador Otto Alencar (PSD) permaneceria na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A mudança ocorre após Wagner anunciar, nesta quarta-feira (24), em comum acordo com o presidente Lula, que deixará a liderança. O senador afirmou que pretende concentrar esforços na própria defesa e na campanha eleitoral, após ser alvo da investigação relacionada ao caso Banco Master.
Nas discussões internas, diferentes cenários chegaram a ser avaliados. Aliado de Jaques Wagner e um dos principais articuladores da base no Senado, Otto Alencar era apontado como o favorito para assumir a liderança do governo.
O nome do senador Camilo Santana (PT) também entrou nas conversas. Outra possibilidade discutida foi entregar o posto a um parlamentar de um partido de centro, em um gesto para reforçar a interlocução com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
Com o avanço das negociações, porém, prevaleceu a avaliação de que seria mais estratégico para o Planalto manter Otto na presidência da CCJ.
A poucos meses da eleição, aliados de Lula defendem que o governo preserve um interlocutor de confiança no comando da comissão responsável por analisar algumas das principais pautas do Senado. Entre elas estão propostas de forte impacto político, como a discussão sobre o fim da escala 6×1, além de projetos econômicos.