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Curaçao chegou à Copa do Mundo carregando o peso e o orgulho de ser a menor nação da história do torneio em população e território. Diante da poderosa Alemanha, sofreu um duro golpe na estreia: uma goleada por 7 a 1.

Mas nem mesmo o placar elástico silenciou a torcida. Após o apito final, os curaçauenses permaneceram nas arquibancadas para aplaudir os jogadores, entre cantos, demonstrações de apoio e muita festa.

Na ilha caribenha, a nação de apenas 156 mil habitantes também celebrava este momento histórico.

É aí que a relação de Curaçao com o futebol se cruza com o Brasil.

Acho que a forma de viver o futebol no Brasil e em Curaçao é muito parecida. É um estilo de vida. Não se trata apenas do futebol. As pessoas são alegres, gostam de dançar, de aproveitar e de desfrutar do futebol. É algo que faz parte da vida. O esporte faz parte da vida delas, da felicidade delas”, disse Suzanne Huurman, a única mulher entre 47 homens a chefiar o departamento médico de uma seleção neste Mundial.

Na segunda partida, Curaçao protagonizou uma exibição corajosa e frustrou o adversário Equador, segurando um empate em 0 a 0. Foi o primeiro ponto conquistado pela seleção na história das Copas.

O único ponto manteve vivas as esperanças de chegar ao mata-mata do torneio.

Apoio brasileiro

A atuação respeitável contra os sul-americanos não foi o suficiente: Curaçao acabou eliminado na quinta-feira (25) após sofrer uma derrota por 2 a 0 para a Costa do Marfim.

Apesar disso, a seleção não esteve sozinha. 

“Sentimos muito carinho. Os jogadores também recebem muitas mensagens e demonstrações de apoio de pessoas do Brasil, o que é muito legal.
Durante a nossa preparação em Curaçao, também havia pessoas do Brasil acompanhando os jogos. O carinho dos brasileiros está muito presente dentro da equipe. Nós sentimos isso bastante”, contou Huurman.

Copa histórica para brasileira de Curaçao

Nascida no Brasil, Suzanne teve passagens pelo departamento médico de clubes como Real Madrid e PSV, além de ter trabalho em eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos de Paris de 2024.

Apesar de todo currículo, foi na Copa do Mundo que a carreira de Suzanne atingiu o apogeu.

“A Copa do Mundo é outro nível. Não dá para comparar com um jogo de clube nem mesmo com os Jogos Olímpicos. É algo diferente, muito maior. É uma experiência completamente distinta”, descreveu.

Ela conta que, ao cursar medicina, percebeu que o hospital não era o lugar onde queria atuar. Suzanne então migrou para a medicina esportiva, e, através do futebol, cruzou o seu caminho com a seleção curaçauense.

“O futebol acaba tornando tudo mais fácil, mais divertido e mais alegre. Ele também une mais as pessoas”, finalizou.



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