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Flávio Bolsonaro tentou usar a relação com Donald Trump para poupar o Brasil do novo pacote de tarifas americanas. Não deu certo.

A resposta do secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi um não categórico e a reafirmação do plano de Washington de impor novas tarifas ao Brasil. O episódio coloca a campanha de Flávio diante de um novo dilema.

Durante anos, a proximidade com Trump foi apresentada como um diferencial político. Mas, quando entram em jogo os interesses do governo americano, especialmente os interesses pessoais de Trump, não há amizade que compense. E esse não é o único problema.

Além de lidar com a constatação de que sua proximidade com Trump pode lhe custar votos, Flávio tenta conter a crise aberta com Michele Bolsonaro e ainda administrar o desgaste da relação com Daniel Vorcaro.

No fim das contas, a campanha do candidato ungido pelo pai corre o risco de emperrar em três relações mal resolvidas: Michele, que ele não conseguiu manter por perto; Trump, que supervalorizou como ativo; e Vorcaro, de quem jamais deveria ter se aproximado.



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