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Um influenciador de 24 anos, conhecido principalmente pelo público infantojuvenil, foi preso nesta terça-feira (30) em Florianópolis, em Santa Catarina, investigado por pedir fotos e vídeos pornográficos aos jovens em troca de moedas virtuais do jogo Roblox.

O suspeito produzia conteúdo para o público principalmente sobre jogos eletrônicos e acumulava mais de 200 mil seguidores nas plataformas digitais Instagram, Tiktok, Youtube e Discord.

Policiais civis de São Paulo e de Santa Catarina, responsáveis pela operação que cumpriu o mandado de prisão temporária, aprenderam na casa dele um computador e um aparelho celular. Nos equipamentos, foram encontrados conteúdos de pornografia infantojuvenil, previsto como crime no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Como ele foi descoberto?

As investigações começaram após a família de uma criança de 10 anos contar à polícia sobre o aliciamento infantil. Por fazer conteúdo para crianças e adolescentes, ele possuía acesso direto com eles, o que facilitava a prática criminosa.

De acordo com as polícias, o investigado prometia a entrega de Robux, uma moeda virtual utilizada no jogo Roblox, assim como uma ajuda no aumento de seguidores nas redes sociais. Em troca, as vítimas deveriam enviar fotografias e vídeos de conteúdo sexual ao influenciador.

Assim que recebia as primeiras imagens, ele ameaçava e coagia os jovens a enviar novos materiais, caso contrário, ele contaria para as famílias das respectivas vítimas sobre os fatos.

Foi possível identificar outro menor que também era submetido ao mesmo modus operandi, indicando que a denúncia inicial da família não era pontual.

A partir da análise dos equipamentos apreendidos, as equipes poderão identificar outras pessoas afetadas e localizar outros materiais ilícitos.

A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas que ainda não tenham se pronunciado procurem alguma unidade policial, com a garantia de medidas de proteção e responsabilização.

A operação foi realizada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP da Polícia Civil de São Paulo, pelas Delegacia de Repressão a Drogas e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil de Santa Catarina, além da Polícia Científica de Santa Catarina.

Veja o que diz a lei

O crime de pornografia infantil prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão.

Ele vale para quem adquirir, possuir ou armazenar materiais que contenham alguma registro de sexo ou pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

No entanto, caso a pessoa esteja guardando o material com o intuito de comunicar ou denunciar as autoridades sobre a conduta, a prática não é considerada um crime.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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