A PF (Polícia Federal) pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mais tempo para finalizar o inquérito da operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
No ofício enviado ao magistrado, a PF detalha que ainda não conseguiu analisar todo o material apreendido desde a primeira fase, em abril do ano passado.
A resposta da PF se deve a uma cobrança de Mendonça, que determinou à PF que concluísse, em até 60 dias, a avaliação dos itens como celulares, HDs e pen drives dos presos da operação e daqueles que foram alvos de medidas.
A cobrança foi motivada após uma avaliação do gabinete de que as investigações do INSS estariam lentas e com acúmulos de pedidos das defesas dos presos para revogação da prisão com base no período estabelecido por lei. A CNN apurou que há mais de 14 pedidos pendentes.
Pessoas próximas ao ministro apontam que as investigações do caso Master, que teve sua primeira operação sete meses depois à do INSS, estão mais avançadas e com menos itens ainda em análise na perícia.
No começo de junho, a PF afirmou que conseguiria analisar o material apreendido dos presos preventivos do INSS em 30 dias, mas precisaria de até seis meses para avaliar os itens do restante dos investigados.
Esta nova etapa solicitada pela PF, por exemplo, inclui a análise sobre as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), autorizadas pelo ministro ainda em fevereiro.
Os alvos desse inquérito ainda incluem ex-dirigentes do INSS, como o ex-presidente Alessandro Stefanutto, empresários, donos de sindicatos e associações, além de políticos e servidores públicos.
Ainda não há definição do pedido da PF ao ministro Mendonça, mas a tendência é que concorde com mais prazo para o fim das diligências, estabelecendo uma data final para a corporação finalizar os trabalhos.