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A Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi selecionada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), por meio de edital, para sediar o Centro de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. A iniciativa contará com investimento de R$ 60 milhões para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos voltados ao avanço da economia do hidrogênio no Brasil.
O anúncio ocorreu nesta terça-feira (30), em Brasília. A expectativa em torno do novo Centro de Competência e da aproximação entre a pesquisa acadêmica e as demandas da indústria marcou a cerimônia de anúncio.
Para o reitor da UFPR, Marcos Sfair Sunye, a seleção da Universidade representa mais um passo na parceria com a Embrapii, definida como um dos objetivos da atual gestão.
“A Universidade Federal do Paraná é uma universidade muito dinâmica e quando assumimos a reitoria foi traçado uma união com a Embrapii como um dos nossos objetivos.”
Sunye também lembrou que a UFPR é a única universidade brasileira com uma Unidade Embrapii instalada dentro do Hospital de Clínicas, reforçando a trajetória da instituição na integração entre pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. Somando o investimento das iniciativas, o aporte total à UFPR chega a R$ 75 milhões. Saiba mais aqui.
Proposta multirrotas
A proposta selecionada pela Embrapii tem como base mais de 15 anos de competências acumuladas pela UFPR em hidrogênio de baixa emissão de carbono. A experiência da Universidade, aliada à infraestrutura e à articulação com instituições de ciência e tecnologia, empresas e grupos de pesquisa do Brasil e do exterior, compõem o diferencial do projeto.
“A UFPR se propôs a ser o núcleo articulador e isso pensando em nível nacional. Nós temos um país muito rico em matérias-primas, muito rico em diversidade, e nós tentamos dentro dessa proposta criar uma rede de colaboradores”, afirmou o coordenador do Centro de Competência e do Laboratório de Materiais e Energias Renováveis (Labmater), professor Helton José Alves.




Outro diferencial da proposta está na abordagem multirrotas, voltada ao desenvolvimento de diferentes caminhos tecnológicos para a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono, considerando as potencialidades e as matérias-primas disponíveis em diferentes regiões do país.
“Esse projeto é uma proposta multirotas porque nós entendemos que o tema do hidrogênio de baixa emissão no Brasil não pode ser concentrado em uma única tecnologia. Nós temos várias regiões com várias potencialidades, com várias matérias-primas e um desafio muito grande na área de hidrogênio é nós tentarmos eliminar o transporte e o armazenamento”, disse o professor Helton.
A valorização das características regionais também integra a proposta apresentada pela UFPR, com foco na ampliação da maturidade tecnológica e no fortalecimento da indústria nacional.
“Valorizar os potenciais das empresas que temos em cada região e colocar esse centro de competência como uma mola propulsora para o movimento tecnológico e para o aumento da maturidade das tecnologias aqui no Brasil”, afirmou.
Estrutura e experiência da UFPR
Em junho, a UFPR inaugurou uma usina piloto para produção de hidrogênio renovável a partir de resíduos alimentares e biogás, com uma tecnologia completamente isenta do uso de água.”Pensando no hidrogênio de baixo carbono, nós pensamos em uma rota que extraia o hidrogênio a partir do biogás, mas com um diferencial, uma rota completamente isenta de água”, afirmou o professor Helton.
Para ele, a universidade está apta e pronta para desenvolver esse centro.
Da pesquisa à indústria
O Centro de Competência terá como objetivo aproximar a pesquisa acadêmica das demandas da indústria, promovendo o desenvolvimento de soluções inovadoras em hidrogênio de baixa emissão de carbono. A iniciativa também prevê a formação de pesquisadores, a articulação com empresas, além da criação de um ambiente favorável à inovação e às startups.
Integrado ao Sistema Brasileiro de Laboratórios de Hidrogênio (SISH2-MCTI), o Centro atuará em diferentes frentes, incluindo a produção, o armazenamento, o transporte e a segurança, além de aplicações nos setores industrial, químico e energético. O trabalho também prevê a formação de profissionais altamente qualificados e o desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento da competitividade da indústria brasileira.
Imagem de destaque: Magnific
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Fonte: PARANAGOV
