O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu encomendar à assessoria legislativa da Casa uma emenda para retirar o período de transição da proposta que acaba com o fim da escala 6×1. A mudança deverá ser apresentada durante a tramitação da PEC, que ainda não tem calendário previsto.
A decisão ocorre em meio ao esforço do governo para destravar projetos considerados prioritários no Senado. Em reunião com a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), Alcolumbre evitou assumir compromissos sobre prazos para votar propostas de interesse do Palácio do Planalto, mas pediu que a senadora costurasse, inclusive com a oposição, o avanço de um texto.
Segundo relatos, o encontro serviu para reforçar o canal de diálogo entre governo e comando da Casa, diante da interrupção das conversas diretas entre Alcolumbre e Lula.
A interlocutores, Alcolumbre sinalizou disposição para manter conversas com agentes do governo, mas voltou a defender autonomia para definir a pauta do Senado.
Diante da falta de definição sobre a agenda, dirigentes do PT passaram a discutir formas de ampliar a pressão sobre o presidente do Senado. Entre as estratégias em análise está intensificar a cobrança pela votação da proposta nas redes sociais e em mobilizações de rua com a volta do mote “Congresso Inimigo do Povo”.
Como mostrou a CNN, Alcolumbre já avisou a senadores da base que não pretende analisar a PEC antes do recesso parlamentar, mas deve avançar com a proposta antes das eleições.
No governo, a expectativa é de que as conversas com Alcolumbre prossigam nos próximos dias, mas auxiliares do presidente Lula reconhecem que o avanço da pauta dependerá, sobretudo, de uma negociação direta entre Lula e o presidente do Senado.