A ex-deputada federal Carla Zambelli descartou nesta quinta-feira (2) a intenção de sair da Itália.
Em nota, a brasileira ressaltou que sempre se mostrou disposta a se submeter a um “julgamento justo”.
“Sempre estive disposta a me submeter a um julgamento justo, imparcial e respeitador das garantias fundamentais. É isso que espero da Justiça da Itália”, destacou.
A ex-deputada federal observou que possui residência no país europeu, com endereço conhecido das autoridades italianas, e que, portanto, não deixará o país.
A defesa da brasileira comemorou a decisão da Corte de Apelação da Itália de reiniciar o processo de extradição da bolsonarista.
“Trata-se de uma decisão de enorme relevância jurídica, que reconhece a necessidade de reexame integral do processo de extradição à luz das garantias fundamentais asseguradas pelo ordenamento jurídico italiano”, destacou.
Em decisão nesta quarta-feira (1), os magistrados italianos levaram em consideração o pedido da defesa de que o procedimento seja reavaliado.
Com a conclusão, o processo será avaliado novamente, abrindo novos prazos de audiências tanto para o governo brasileiro quanto para a defesa da brasileira.
O processo de extradição se refere à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a então deputada perseguiu, ameaçou e constrangeu um homem no bairro Jardins, em São Paulo (SP).
Zambelli aguarda o cumprimento de sua pena em liberdade, em Roma, na Itália, desde maio deste ano. A brasileira ficou quase um ano presa na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores da capital italiana.
Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou a extradição no caso da condenação a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).