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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.

A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho). A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo apurou a CNN, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso.

Outro alvo é o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio. A PF também cumpriu mandados contra Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

A defesa de Bacellar nega que o ex-deputado estadual tenha atuado, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação, direta ou indiretamente, ou para proteger e beneficiar organizações criminosas e seus integrantes.

Segundo os advogados, a documentação dos autos próprios demonstram que Bacellar “não possui mínima vinculação com os fatos apurados, sendo certo que a instrução probatória apoiará as conclusões defensivas e comprovará aquilo que há muito é bradado”.

“Por fim, coloque-se que Rodrigo da Silva Bacellar pautou e pauta sua atividade política e atuação como agente público na legalidade, na impessoalidade e, principalmente, no firme combate à criminalidade organizada no Estado do Rio de Janeiro, de modo que qualquer acusação em sentido contrário se trata da mais absoluta inverdade”, declaram, via nota à imprensa.

Patrícia Proetti, advogada que defende Marco Antônio Cabral, declarou que seu cliente “nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita.”

A defesa de Adilsinho negou irregularidades por meio de uma nota enviada à imprensa. “A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos”, informou trecho do texto.

 



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