A PF (Polícia Federal) prendeu a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), em operação na manhã desta sexta-feira (4).

Além dela, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos EUA e é alvo da Operação Exchange, está foragido.

Stella é parente de Vitor e trabalhava para ele como secretária.

Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, Stella intermediaria a coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais que apoiaram Shimada e sua rede em suas operações de lavagem de dinheiro.

O órgão estado-unidense sancionou Stella “por ser propriedade, controlada ou dirigida por, ou por ter agido ou alegado agir em nome de, direta ou indiretamente, Victor Henrique de Oliveira Shimada”, de acordo com a Ordem Executiva 14059 e 13224. 

Victor é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia, incluída na lista de sanções do OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), dos EUA. A empresa é suspeita de participar de uma estrutura de lavagem de dinheiro para o PCC e chegou a ser citada em uma delação premiada de Vinicius Gritzbach, o “delator do PCC”.

Na operação da Polícia Federal, desta sexta-feira (3), mais de 50 agentes buscavam cumprir 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, em endereços localizados nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Até o momento, sete pessoas foram presas.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões. Os alvos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A CNN Brasil tenta contato com os representantes de Stella. O espaço está aberto.

Em nota, a defesa de Victor Shimada informou que ainda não teve acesso às decisões judiciais que fundamentaram a operação. Leia a nota na íntegra:

“A defesa tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas. Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”. 

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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