O BofA (Bank of America) reduziu sua projeção de crescimento da economia brasileira para 2027, de 2% para 1,3%.

A mudança reflete uma tendência mais ampla de revisões para baixo entre instituições financeiras, com o Banco Pine já projetando expansão de apenas 0,8% para o mesmo ano.

A comentarista de Economia do CNN Money Rita Mundim avaliou o cenário e foi direta ao diagnosticar a situação.

“A gente tem que pagar a conta”, afirmou.

Segundo ela, os excessos do atual ciclo econômico serão inevitavelmente cobrados da população brasileira.

Excessos eleitorais e seus efeitos

Rita Mundim destacou que o país vive um período marcado por elevados gastos públicos, com programas sociais e estímulos ao crédito voltados ao consumo.

“Todo mundo sabe que há um excesso de benefícios, há um excesso de colocação de dinheiro por parte do governo”, disse.

Para a comentarista, esse movimento tem impulsionado artificialmente as projeções de crescimento para 2026, em um fenômeno que ela chamou de “efeito eleição”.

O Boletim Focus, que reflete a média das projeções de instituições financeiras, já registrava seis semanas consecutivas de revisões para cima do PIB (Produto Interno Bruto) de 2026, ao mesmo tempo em que começava a mostrar queda nas estimativas para 2027 — saindo de 1,7% para 1,68% na última edição.

Juros altos e famílias endividadas

Mundim alertou que o crescimento estimulado via demanda ocorre em um ambiente de taxa de juros altamente restritiva.

A comentarista observa que as taxas futuras permanecem acima de 14% até 2029, o que limita severamente o espaço para recuperação.

Também mencionou que mais de 80 milhões de brasileiros estão com CPF negativado, o que representa um teto concreto para o consumo.

“As famílias endividadas, o limite da dívida é a inadimplência”, afirmou.

Ela explica que o aumento do estímulo fiscal eleva a dívida pública e o Risco Brasil, tornando os próximos anos especialmente desafiadores.

Bolsa de Valores sem gatilho de recuperação

Questionada sobre possíveis gatilhos para a retomada do apetite por risco na Bolsa de Valores ainda em 2026, Mundim foi categórica: “Não vejo gatilho nenhum”.

Ela apontou que a maioria dos gestores tem optado pelo conservadorismo, migrando para ações no exterior e renda fixa no Brasil.

A comentarista criticou o volume negociado na B3, que estaria em torno de R$ 12 bilhões, e o fato de cinco empresas responderem por aproximadamente 40% da performance do Ibovespa.

“Isso não é uma Bolsa”, declarou.

Para Mundim, o cenário só poderá mudar com a adoção de responsabilidade fiscal pelo próximo governo, a partir de 2027.

“Se não for pelo amor ao Brasil, vai ser pela dor”, concluiu.



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

*Gestão de Gugu Bueno e Alexandre Curi na Assembleia Legislativa é referência nacional

Deputado Gugu Bueno destaca avanço para início do novo CMEI de Sede Alvorada

Gugu Bueno inicia campanha à reeleição e reforça compromisso com os municípios do Paraná

PSD realiza neste sábado convenção estadual para oficializar Sandro Alex ao Governo

Convenção do PSD terá participação de lideranças de Cascavel e da Região Oeste

Motocicleta é encontrada abandonada no Cascavel Velho

Felipe Melo se rende a Messi e o coloca acima de Maradona: “O maior que vi”

Flávio reafirma uso eleitoreiro das tarifas dos EUA | Blogs | CNN Brasil

Polícia encontra bebê tentando mamar em mãe morta pelo marido em MG

Princípio de incêndio em quiosque mobiliza Corpo de Bombeiros na Avenida Brasil, em Cascavel