A atuação do centroavante Folarin Balogun na derrota com goleada dos Estados Unidos para a Bélgica, nesta segunda-feira (6), que culminou na eliminação dos anfitriões, foi inversamente proporcional ao barulho que circundou seu nome nos últimos dias.
Balogun, que deveria estar suspenso da partida mas atuou graças a uma polêmica decisão da Fifa com intervenção do presidente norte-americano, Donald Trump, pouco participou das ações nas oitavas de final do Lumen Field, em Seattle.
Ele foi substituído já nos acréscimos do segundo tempo, mas finalizou três vezes, sendo apenas uma delas na direção do gol do belga Courtois, que defendeu sem dificuldades. O atacante do Monaco foi mais acionado na reta final, quando os EUA ensaiaram uma tentativa de pressão, mas pouco efetiva.
No total, Balogun tocou na bola apenas 19 vezes, duas delas com erros em domínios, além de oito perdas de posse. Ele sofreu uma falta e acertou 6 dos 10 passes que tentou (60%), de acordo com o Sofascore, que lhe deu a nota 6,3 de 10.
Folarin Balogun se despede da Copa do Mundo de 2026 como o artilheiro dos Estados Unidos no torneio, com quatro gols — nenhum deles marcado após a maior polêmica do Mundial, até aqui.
Entenda o caso Balogun
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que a decisão da Fifa de suspender a punição do atacante Folarin Balogun, expulso na Copa do Mundo, foi “brilhante” após ele próprio entrar em contato com o presidente da entidade, Gianni Infantino.
A medida, porém, provocou forte reação da Uefa, que declarou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha”.
O caso colocou em evidência o processo disciplinar da Fifa e levou a Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final disputadas nesta segunda, a contestar a condição de Balogun para atuar na partida.
O atacante havia sido expulso na vitória dos norte-americanos sobre a Bósnia e Herzegovina após uma entrada dura, punição que normalmente resulta em suspensão automática de um jogo.
Trump confirma que pediu a revisão da punição a Infantino
Falando no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que pediu pessoalmente a Infantino uma revisão da punição.
“Ele [Balogun] não fez nada de errado e é o nosso melhor jogador. Quando tiram o seu melhor jogador e dizem: ‘Você não pode jogar’, isso é muito injusto“, disse Trump.
O presidente norte-americano voltou a elogiar a decisão da Fifa.
“Acho que eles tomaram uma decisão realmente brilhante. Pedi uma revisão. Se eles não permitissem que um grande jogador atuasse, acho que isso deixaria uma grande mancha na Copa do Mundo. Transmiti esse sentimento.”
O episódio rapidamente se tornou o principal assunto do Mundial, superando debates sobre questões táticas e escalações e colocando em foco a relação entre esporte e poder político.