A participação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas audiências no departamento de Comércio dos Estados Unidos foi o ponto fora da curva dos encontros.

Flávio, obviamente, fez uso eleitoreiro da sua presença em Washington e pediu ao presidente americano, Donald Trump, que não aplique as tarifas porque elas beneficiariam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele tenta desfazer o fato do tarifaço ter sido defendido pelo seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

O Palácio do Planalto tenta desqualificar a participação de Flávio, mas é dificil justificar porque não tinha ninguém do governo nas audiências e esconder que Lula faz exatamente o mesmo uso eleitoreiro com a relação que tem com governo Trump.

Quem acompanhou as audiências relatou um ambiente mais técnico. E foi nesse contexto que Flávio destoou. Como me disse um dos participantes, “foi como levar uma banana para a festa do mamão”.

O modo eleitoreiro de Flávio Bolsonaro, porém, não deve interferir nos planos dos americanos, até porque, a decisão final continuará sendo de Trump. Mas a campanha política em cima dela já é completamente brasileira.



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