De acordo com autoridades locais, ao menos 104 palestinos foram mortos durante os bombardeios, incluindo mulheres e crianças. O exército israelense afirmou que os ataques tiveram como alvo “infraestrutura terrorista”, depósitos de armas e comandantes do Hamas, alegando que a ação foi uma resposta a violações da trégua por parte do grupo militante.
Apesar do anúncio de que a trégua continuaria em vigor, os ataques desta madrugada e o elevado número de mortos colocam em dúvida a efetividade do cessar‑fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025 após negociações internacionais.
O ataque representa o maior desafio à trégua até agora, elevando as tensões internacionais e reacendendo críticas sobre a condução de Israel no conflito. A morte de civis, especialmente mulheres e crianças, acentua a preocupação humanitária na região, já extremamente vulnerável.
As próximas horas são decisivas: autoridades internacionais e mediadores deverão definir como agir diante da nova escalada, seja por meio de sanções, pressão diplomática ou intervenção humanitária. Internamente, Israel poderá enfrentar pressão para justificar os alvos de seus ataques, enquanto o Hamas avalia sua resposta às ações militares.
O episódio reforça a fragilidade da paz na região e evidencia os desafios de manter uma trégua em meio a um conflito marcado por décadas de hostilidades.