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O retorno das chuvas, em novembro, não garantirá uma situação favorável para os mananciais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manteve a aplicação da bandeira vermelha patamar 1 na tarifa de energia elétrica.

Segundo comunicado da agência, a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 se justifica, pois o cenário continua pouco favorável à geração hidrelétrica, já que as chuvas permanecem abaixo da média e os reservatórios seguem em queda. Com isso, é preciso acionar usinas termelétricas, que têm operação mais cara, explicando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1.

Por exemplo, o reservatório de Furnas, responsável por 17% do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, está com nível em torno de 33%. Nova Ponte, responsável por 11% do mesmo subsistema, está com somente 41% do seu nível. São níveis muito baixos para esta época do ano. O retorno das chuvas em novembro não garantirá a recomposição dos reservatórios, pois elas serão irregulares, sendo mais concentradas em alguns locais e escassas em outros.

Segundo dados meteorológicos, os maiores volumes de chuva têm se concentrado nas regiões Norte e Sul, onde os acumulados ultrapassam 150 milímetros, contribuindo para a manutenção da umidade do solo. Em contraste, áreas do Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste registram níveis de armazenamento hídrico abaixo de 50%. Isso pode comprometer os reservatórios e o desenvolvimento das lavouras nessas localidades.

Com o início da safra 2024/2025, produtores rurais de diversas regiões do país preparam o solo para o plantio, impulsionados pelo avanço do período úmido. Embora as chuvas recentes tenham favorecido os trabalhos no campo, o cenário ainda apresenta desafios devido à irregularidade da precipitação.

Apesar das incertezas climáticas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde para a safra 2024/2025, estimada em 350,2 milhões de toneladas. O resultado deve ser impulsionado pelo desempenho de culturas como milho, soja, arroz e algodão, além de uma área plantada maior em relação ao ciclo anterior e a expectativa de condições climáticas mais favoráveis do que as registradas no último ano.

Colheita de soja. Imagem ilustrativa • 8/11/2019 REUTERS/Bryan Woolston
Colheita de soja. Imagem ilustrativa • 8/11/2019 REUTERS/Bryan Woolston

Meteorologistas da Nottus apontam que o fenômeno La Niña deve influenciar o clima durante esta safra. A tendência é que a retomada das chuvas beneficie a produção agrícola em grande parte do país. No entanto, a região Sul pode enfrentar períodos de estiagem, ainda que de curta duração, exigindo atenção dos produtores.

Em novembro, o país terá que gerenciar os impactos do La Niña e das chuvas irregulares em três fronts interligados: o abastecimento das cidades, a geração elétrica e a manutenção da produtividade agrícola. Isso reforça a importância do monitoramento constante das condições de solo e chuva.



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