Milan e Inter de Milão uniram forças para concluir a aquisição do estádio San Siro e do terreno circundante junto às autoridades municipais, em mais um passo rumo à demolição do estádio e à construção de um novo, anunciaram os dois clubes nesta quarta-feira (5).

Milan e Inter, pertencentes respectivamente aos fundos de investimento americanos RedBird e Oaktree, contrataram os escritórios de arquitetura Foster + Partners e Manica para projetar um novo estádio com capacidade para 71.500 pessoas, parte de uma ampla revitalização da área com a construção de edifícios comerciais e residenciais.

O antigo estádio, compartilhado pelos clubes, será demolido, com exceção de uma seção histórica que compreende parte do segundo anel.

A promotoria de Milão abriu uma investigação sobre suposta manipulação de licitação no negócio, segundo fontes judiciais nesta quarta-feira, após uma denúncia de outro grupo que alegou ter interesse em apresentar uma proposta, mas não teve tempo suficiente.

Não se espera que a denúncia impeça a conclusão do negócio.

A Itália está sob pressão para modernizar seus estádios de futebol, impulsionada por investidores estrangeiros que controlam os clubes da Serie A e pela necessidade de instalações mais funcionais para a Eurocopa de 2032, que será co-organizada com a Turquia.

Construído originalmente em 1926, o San Siro é o maior estádio da Itália, com capacidade para quase 76.000 pessoas. Foi reformado para a Copa do Mundo de 1990, mas não possui as instalações oferecidas por outros grandes estádios europeus.

O local também foi palco de shows de grandes estrelas internacionais da música, como Bruce Springsteen, Madonna e Coldplay.

No âmbito do projeto de desenvolvimento, o San Siro, que sediará a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro, receberá jogos do Milan e da Inter de Milão até que o novo estádio nas proximidades esteja pronto.

Discutido pela primeira vez em 2019, o plano de demolir o San Siro e substituí-lo por uma instalação mais moderna enfrentou oposição de políticos, comitês de cidadãos locais e outros que desejam preservar um dos templos do futebol italiano.

A transação imobiliária foi viabilizada por financiamento organizado pelo Goldman Sachs GS.N e JPMorgan JPM.N como coordenadores principais, juntamente com os parceiros bancários dos clubes, Banco BPM BAMI.MI e BPER Banca EMII.MI, informaram os clubes.



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