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A ideia do governo brasileiro com o fundo TFFF (Florestas Tropicais Para Sempre, na sigla em português) é que os valores aportados sejam aplicados em investimentos de baixo risco, especialmente nos que, de algum modo, ajudem a preservar o meio ambiente e frear as mudanças climáticas e seus efeitos.

Pelos planos, o dinheiro aportado voltaria ao investidor junto com parte dos retornos das aplicações, enquanto o restante dos ganhos seria direcionado a países que comprovassem a preservação de suas florestas.

O Brasil trabalha para serem arrecadados US$ 10 bilhões em recursos públicos para o fundo até a próxima COP (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), em 2026.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mais da metade da meta já foi atingida, com aportes de países como Noruega (US$ 3 bilhões), França (500 milhões de euros), Indonésia (US$ 1 bilhão) e do próprio Brasil, que também se comprometeu a direcionar US$ 1 bilhão para o fundo.

É esperado que a Alemanha também anuncie algum aporte após reunião bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Friedrich Merz, chanceler do país.

O Brasil estima que, para o fundo começar a operar, sejam necessários cerca de US$ 25 bilhões em recursos públicos.

“Se cada país do G20 aportar o que o Brasil está aportando, você praticamente fechou a conta”, disse Haddad em entrevista coletiva em Belém, nesta quinta-feira (6). “Só por falta de consciência climática nós não vamos chegar nesse patamar”, acrescentou.

Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a proposta brasileira vai na direção oposta da percepção de que as COPs sempre têm “muita conversa”, mas “pouca ação”.

“Um fundo desse é o contrário: se você colocar dinheiro ali, é ação, investindo na prática em uma situação de preservação”, disse ao WW.

O secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcello Brito, também avaliou positivamente o fundo, por ele “precificar a floresta em pé” e prever que, futuramente, o setor privado também faça aportes.

“São soluções capitalistas que começam a organizar o jogo, colocando os setores público e privado dentro dessa banheira”, afirmou Brito, que também é o enviado especial da COP30, em Belém, para os estados da Amazônia, igualmente ao WW.



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