O segundo dia da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), em Belém (PA), concentra-se em discussões sobre cidades, adaptação, tecnologia e inteligência artificial. Os negociadores trabalham intensamente para resolver questões cruciais antes do início da fase política do evento.
Consultas informais estão em andamento sobre temas considerados delicados, como NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), financiamento climático e comércio relacionado ao clima. Estas discussões são fundamentais para determinar o rumo da cúpula, especialmente considerando os pontos que ficaram pendentes da COP29, realizada em Baku, Azerbaijão.
Organização temática e participação
A conferência está estruturada em blocos temáticos de dois dias. Após as discussões iniciais sobre cidades e tecnologia, os próximos dias abordarão sociedade e direitos humanos, além de um balanço ético global. Na sequência, serão debatidos temas relacionados à energia, economia e mercado de carbono.
Um dos pontos cruciais em debate é o financiamento climático, que busca definir como os países desenvolvidos auxiliarão as nações em desenvolvimento. O objetivo é atingir uma meta que supera US$ 1,3 trilhão, questão que tem se mostrado um desafio nas últimas edições do evento.
As discussões não se limitam apenas à chamada “Blue Zone”, área restrita às negociações oficiais. As vozes da sociedade civil, manifestadas na “Green Zone”, também influenciam as decisões, com contribuições de prefeitos, governadores e representantes de diversos setores da sociedade global.