Com os recuos do relator sobre o projeto de segurança pública, o PL, partido de Jair Bolsonaro, já defende postergar a votação para dezembro.
A ideia é do líder do partido na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), que tem defendido promover uma série de audiências sobre o assunto.
O PL acredita que é necessário amadurecer um texto final que contemple tanto as demandas do governo como da oposição.
Uma das sugestões é promover audiências, que incluam prefeitos, governadores, secretários e magistrados. Só após essa etapa, uma formulação final seria remetida ao plenário da Câmara dos Deputados. Porém, só na segunda semana de dezembro.
Os recuos do relator Guilherme Derrite (PP-RJ) desanimaram deputados bolsonaristas, para os quais a terceira versão do texto não era satisfatória. As audiências públicas seriam uma oportunidade para que, com respaldo de setores da sociedade, alguns trechos retirados possam ser retomados.
Os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Cláudio Castro (Rio de Janeiro) também têm defendido que o texto final seja amadurecido para que não corra o risco de ser considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).