O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) de Cascavel prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (13), um jovem de 18 anos suspeito de subtrair uma adolescente de 13 anos da residência familiar durante a madrugada. A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Paraná.
De acordo com as investigações, a adolescente está grávida em razão de um relacionamento mantido com o autor. A situação veio à tona depois que a mãe da vítima procurou espontaneamente a Delegacia Especializada para denunciar o caso. Ela relatou que o jovem esteve na residência da família durante a madrugada e retirou a menor do local enquanto a responsável pelos demais irmãos dormia.
A genitora afirmou ainda que já havia alertado o suspeito sobre a ilegalidade do relacionamento devido à idade da adolescente e as consequências criminais da conduta, mas, mesmo assim, o jovem insistiu em manter contato e acabou cometendo o delito.
Conforme apontam elementos colhidos pela Polícia Civil, a adolescente demonstrava resistência à situação, tendo enviado mensagens à mãe em que manifestava desconforto e pedia que a situação fosse encerrada.
O jovem foi preso em flagrante pelo crime de subtração de incapazes (artigo 249 do Código Penal). Além disso, devido à idade da vítima e à comprovação da gravidez resultante de conjunção carnal, ele também responderá por estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal), crime de natureza grave e cuja pena pode ultrapassar 10 anos de prisão.
A autoridade policial responsável pelo caso representou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, justificando o pedido com base na gravidade dos fatos, no risco à integridade física e psicológica da adolescente e na necessidade de garantir o andamento das investigações.
O inquérito permanece sob sigilo para preservar a vítima e por tratar-se de crimes praticados contra menor de idade.
O NUCRIA reforça que casos suspeitos de violência, abuso ou exploração de crianças e adolescentes podem ser denunciados por meio do Disque 100, junto ao Conselho Tutelar ou diretamente nas Delegacias Especializadas.