O Parque da Cidade, em Belém (PA), sede da COP30, passou por uma reorganização em seu esquema de segurança e recebeu, nesta sexta-feira (14), uma manifestação pacífica realizada por representantes do povo Munduruku. O protesto serviu como teste para o novo protocolo de segurança, implementado após críticas da ONU sobre falhas estruturais no evento.
A mobilização ocorreu após a Organização das Nações Unidas enviar uma carta ao governo federal, governo do Pará e à presidência da COP30, apontando deficiências nas estruturas e exigindo um plano mais robusto para garantir a segurança da conferência. O documento foi motivado por um incidente anterior, quando cerca de 200 a 300 pessoas tentaram invadir o local restrito na terça-feira, resultando em seguranças feridos.
Novo protocolo de segurança
O reforço na segurança incluiu a presença da Polícia Militar com tropas de choque no perímetro externo do local, além de efetivos da Força Nacional de Segurança Pública, Exército Brasileiro e Polícia Federal na linha de frente. Internamente, houve aumento no número de seguranças privados e agentes do Gabinete de Segurança Institucional.
Durante a manifestação desta sexta-feira, que contou com a presença de mães indígenas e crianças, medidas preventivas foram adotadas. A área foi isolada, funcionários foram evacuados, e um cordão de proteção foi formado por bombeiros civis nos pontos de controle de acesso. O acesso ao local passou a ser realizado por uma entrada alternativa, anteriormente utilizada como saída.
Problemas estruturais
Além das questões de segurança, a ONU também apontou falhas na infraestrutura do evento. Entre os problemas relatados estão o intenso calor e a ineficiência do sistema de ar condicionado. O início do inverno amazônico também trouxe desafios, com chuvas fortes causando alagamentos em alguns pontos do pavilhão através dos dutos de ar condicionado.