A violência urbana no Rio de Janeiro tem afetado serviços essenciais para a população, como o fornecimento de energia elétrica. Um levantamento feito pela Light, a pedido da CNN Brasil, aponta que entre janeiro e outubro de 2025 cinquenta e três transformadores foram atingidos por tiros na capital e na Região Metropolitana.

Por mês, em média, 5,3 aparelhos foram alvejados, o equivalente a um a cada seis dias. Em todo o ano de 2024, sessenta e sete transformadores foram atingidos por disparos — média de 5,6 por mês, também um a cada seis dias.

“A substituição de um transformador de energia por si só já é um serviço de alta complexidade, mas o desafio se torna ainda maior dentro das comunidades, devido à própria geografia do local e logística para o atendimento, que é repleta de vielas e escadarias, o que impede o acesso de um caminhão, por exemplo. Nesses casos são os nossos funcionários que transportam esses equipamentos, que pesam, em média, meia tonelada”, explica Bruno Almeida, gerente de manutenção da Light”.

A empresa, que atende 31 municípios do Rio de Janeiro, incluindo a capital, também sofre com a sobrecarga na rede provocada pelas ligações clandestinas, os chamados “gatos”. Para se ter uma ideia do impacto, entre dezembro de 2024 e abril de 2025, período mais quente do ano, a companhia registrou 1.320 transformadores queimados por causa da sobrecarga gerada pelo furto de energia, afetando diretamente 400 mil clientes.

“A necessidade de troca desses equipamentos ocorre com frequência nesses locais também por conta da sobrecarga na rede de energia, causada pelo excesso de ligações clandestinas, o que pode levar à queima dos aparelhos e incêndios na fiação. Por esse motivo, o restabelecimento da energia em algumas dessas áreas pode demandar mais tempo do que em uma área comum do Rio”, destaca Almeida.

A empresa estima um prejuízo de R$ 1,3 bilhão por ano com o furto de energia elétrica. Esse cálculo não inclui os custos de reparo de equipamentos danificados por sobrecarga.

A cada 100 clientes, 40 fazem ligações clandestinas

Segundo dados da concessionária, o furto de energia segue concentrado em áreas específicas da capital e da Baixada Fluminense. Em média, a cada 100 clientes, 40 realizam ligações clandestinas.

Bairros do Rio

  • Pavuna (88%)
  • Bangu (55%)
  • Ramos (55%)
  • Guadalupe (51%)
  • Jardim América (50%)

Baixada Fluminense

  • Belford Roxo (68%)
  • Japeri (62%)
  • Queimados (55%)
  • São João de Meriti (47%)
  • Duque de Caxias (39%)

Áreas de risco

  • Complexo da Maré (87%)
  • Vila Aliança (85%)
  • Pantanal/Sarapui – Duque de Caxias (82%)
  • Complexo do Alemão (77%)
  • Chapadão (75%)

A Light destaca que, nas áreas de risco, mais de 80% da energia distribuída é perdida por causa das ligações clandestinas.



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