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As diferenças não foram resolvidas, e a primeira semana da COP30 termina com impasse em quatro pontos de grande diferença entre países ricos e pobres. Assim, a discussão segue nos próximos dias com a chegada de ministros de Estado a Belém. A esperança da presidência brasileira é que a política possa resolver as diferenças.

A divergência continua em quatro pontos:

  1. financiamento climático;
  2. proteção comercial com argumento ambiental;
  3. diferença na ambição dos países com relação às metas climáticas; e
  4. dúvidas sobre a transparência e critérios dos dados.

Sem avanço nesses quatro tópicos, o Brasil tenta uma nova abordagem – quase filosófica. Aos países, a presidência de André Correa do Lago sugeriu a reflexão em três pontos relacionados ao Acordo de Paris, que completou uma década.

Aos países, foram propostas três pensatas:

  1. estamos de acordo com as diretrizes do Acordo de Paris?
  2. as negociações para a implementação das políticas do Acordo de Paris estão funcionando?
  3. estamos respondendo à urgência do tema, acelerando ações e temos solidariedade internacional?

Corrêa do Lago entende que, com essa reflexão, será possível diminuir as diferenças entre os países que, terminaram o fim de semana, com grande e antiga divergência.

Além disso, ele aposta na política para aproximar nações. “Na semana que vem, teremos os ministros de Estado. Eles vão ajudar na discussão. Isso começa na segunda-feira”, disse o presidente da COP.

Sobre a possibilidade da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Belém, Corrêa do Lago disse que a participação pode ajudar nas negociações. “Se (ele) vier, ótimo”, disse, ao informar que ainda não há uma definição sobre o tema.

Ao mesmo tempo em que o Brasil propõe a reflexão dos países e aposta na presença de negociadores de nível ministerial, a presidência do Brasil também se comprometeu a publicar no domingo (16) um resumo da discussão até agora.

A partir desse documento, os países decidem como proceder diante do impasse. “E a presidência vai reagir ao que está sendo proposto”, disse o presidente da COP30.

Corrêa do Lago e a CEO da COP30, Ana Toni, defenderam que a próxima semana deverá ser marcada pelo “espírito de mutirão” na Conferência. “Vamos tentar construir coisas juntos, da melhor maneira possível. As delegações estão com esse espírito”, disse.



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