O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou seu apoio à deputada republicana Marjorie Taylor Greene, uma de suas aliadas mais próximas no movimento MAGA (Make Great America Again), após a congressista pressionar o governo pela divulgação de documentos relacionados ao caso Epstein.

A ação marcou uma grande ruptura política que vinha se consolidando há semanas – uma intensificação dramática de uma disputa entre os dois antigos aliados, que se distanciaram à medida que Greene criticava Trump em diversas frentes.

A situação resultou em uma troca de farpas acirrada, com a controvérsia em torno do caso Epstein voltando a ocupar o centro das atenções em Washington.

“Estou retirando meu apoio e endosso à congressista Marjorie Taylor Greene”, disse Trump em uma publicação nas redes sociais, acrescentando que Greene, que concorre à reeleição em 2026, “se tornou extremamente à esquerda”.

Ele acrescentou: “Ela já disse a muitas pessoas que está chateada porque eu não retorno mais suas ligações, mas com 219 congressistas, 53 senadores, 24 membros do gabinete, quase 200 países e uma vida normal para levar, não posso receber ligações diárias de uma lunática delirante.”

 

Nas últimas semanas, Greene disse publicamente que Trump tem se concentrado demais na política externa e não está fazendo o suficiente para promover sua agenda interna no país.

A republicana da Geórgia respondeu ao presidente americano em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira (14), escrevendo:

“É claro que ele está me atacando com força para me dar um exemplo e assustar todos os outros republicanos antes da votação da semana que vem para divulgar os arquivos de Epstein.”

Ela acrescentou que está sofrendo ameaças, as quais, segundo ela, Trump “alimentou e incentivou”.

“Estou sendo contatada por empresas de segurança privada com alertas sobre minha segurança, pois um foco de ameaças contra mim está sendo alimentado e incentivado pelo homem mais poderoso do mundo. O homem que eu apoiei e ajudei a eleger”, escreveu Greene no X.

Trump alegou que Greene “mudou” politicamente nas últimas semanas, já que a congressista da Geórgia criticou publicamente a mensagem da Casa Branca sobre a paralisação do governo e o caso Epstein.

“Acho que os eleitores dela não vão ficar contentes. Já estou recebendo ligações de pessoas que querem desafiá-la para uma disputa eleitoral no distrito dela na Geórgia”, disse Trump.

Ele também disse estar aberto a apoiar um candidato republicano rival nas primárias.

Greene faz parte de um grupo de republicanos da Câmara que assinaram uma petição para forçar uma votação sobre a divulgação de documentos do Departamento de Justiça relacionados ao caso Epstein.

O líder dos EUA descreveu repetidamente e enfaticamente os pedidos de transparência em torno de seus laços com Epstein como uma “farsa”.

Na noite de domingo (16), o presidente mudou de posição, dizendo que os republicanos deveriam exigir a divulgação dos arquivos em uma votação na Câmara esta semana.

Ele escreveu no Truth Social: “Não temos nada a esconder e é hora de deixarmos para trás essa farsa dos democratas.”



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