Em mais um capítulo da disputa interna no Cidadania, uma ala do partido atua para impedir o congresso da sigla marcado para o dia 4 de março e a posse do deputado federal Alex Manente (SP) como presidente da legenda.
O grupo, liderado por Comte Bittencourt, reuniu 64 assinaturas de membros do diretório em um manifesto contra a atual direção e esvaziou a reunião do diretório que aconteceu na última terça-feira (24).
No encontro, que segundo o grupo de Bittencourt contou com a presença de apenas 22 dos 100 membros, foi marcado o congresso. O quórum baixo abre margem para a judicialização.
A disputa interna no Cidadania começou no ano passado quando a Justiça determinou a destituição da direção presidida por Bittencourt e a posse do antigo presidente, Roberto Freire.
O motivo da liminar foi que a ata da reunião que mudou o comando partidário em 2023 não foi registrada em cartório.
À frente novamente da sigla, que tem quatro deputados na Câmara, Freire atuou para emplacar Manente como presidente e manter a federação com o PSDB.
À CNN, Manente chamou de “golpe” a articulação de Comte e afirmou que a reunião foi aberta e teve mais de 100 pessoas, embora nem todos fossem do diretório. “Certamente teve quórum. Eles vão responder por dano moral”, afirmou.
Aliado de Comte, o ex-ministro Cristovam Buarque rebateu Manente. “Não teve quórum de membros do diretório. Esse encontro sim é um golpe”, afirmou. Segundo Buarque, Freire e Manente fizeram “manobras” jurídicas.
“Eles vão fazer um congresso e nós outro. A tendência é o partido acabar devido à judicialização”, afirmou o ex-ministro.
Procurado pela CNN, Comte Bittencourt ainda não respondeu.