O BRB (Banco de Brasília) reduziu em mais da metade o seu orçamento destinado para patrocínios em 2026. Em seu plano de comunicação de 2026 divulgado nesta quarta-feira (11), a previsão orçamentária da instituição para esta finalidade é de cerca de R$ 53,5 milhões.
O montante é composto por R$ 50 milhões do orçamento do Banco de Brasília S.A., por R$ 3,5 milhões do BRB – Crédito, Financiamento e Investimento S.A. e por R$ 33 mil do BRB – Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários S.A.
No mesmo documento divulgado em 2025, a previsão orçamentária do BRB para patrocínios era de cerca de R$ 122,3 milhões. Desse total, R$ 118,6 milhões foram alocados do orçamento do Banco de Brasília S.A. e os outros R$ 3,7 milhões eram do BRB – Crédito, Financiamento e Investimento S.A.
O orçamento do banco para publicidade e propaganda também diminuiu em 2026. Caiu de R$ 45,8 milhões em 2025 para R$ 31,1 milhões neste ano.
Veja a previsão orçamentária de 2026 para publicidade e propaganda:
* Banco de Brasília S.A.: R$ 29,4 milhões;* BRB – Crédito, Financiamento e Investimento S.A: R$ 1,7 milhão;* BRB – Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários S.A.: R$ 3.208,45.
A redução do orçamento ocorre em um contexto em que a instituição de Brasília segue um plano de recuperação de seu capital após realizar operações com o Banco Master. No documento apresentado ao Banco Central, o BRB prevê implementar ações em até 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro.
A CNN procurou o BRB e aguarda posicionamento.
Patrocínio do Flamengo
O BRB mantém as negociações para renovar o contrato de patrocínio com o Flamengo — atualmente em R$ 25 milhões por ano. Pelo acordo em jogo, esse valor deve aumentar com base no IPCA, podendo ser renovado por três anos. O contrato vence em março.
Além dos times masculino e feminino do Flamengo, o banco também patrocina times locais do Distrito Federal e competidores do automobilismo.
Sobre a renovação do patrocínio do Flamengo, o BRB informou à CNN Brasil que as decisões de patrocínio seguem critérios técnicos e estratégicos, alinhados às novas diretrizes do banco.
“Os contratos vigentes estão sendo criteriosamente reavaliados em um processo interno que observa os princípios de economicidade, transparência e governança, garantindo, sobretudo, conformidade com normas e boas práticas”, completa o texto.