O BRB (Banco de Brasília) bateu o martelo e não irá divulgar o balanço de 2025 nesta terça-feira (31), data limite estipulada pelo Banco Central. Sem ter conseguido levantar, até agora, nenhum montante dos R$ 6,6 bilhões que precisa para melhorar seus indicadores de saúde financeira, o banco optou por não apresentar os dados.
Com isso, a situação do BRB chega ao pior patamar desde o escândalo do Banco Master. O Banco de Brasília esperava chegar ao dia de hoje com alguns avanços, entre eles, a certeza de que irá conseguir um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
No entanto, nesta segunda-feira (30), o FGC apenas respondeu ao BRB que é preciso mais informações e documentos antes de responder ao pedido de empréstimo. O BRB passou todo o dia atrás de documentação para comprar que será possível pagar o montante após carência de um ano e meio.
Fontes relataram a CNN Brasil que, neste momento, o FGC está dividido sobre a possibilidade do empréstimo, especialmente depois de ter que arcar com o prejuízo gerado pelo Master.
Também durante esta terça, o presidente do Banco de Brasília, Nelson Souza, conversou com membros do Banco Central e pediu mais tempo para apresentar o balanço, enquanto aguarda a resposta do FGC.
Na quarta-feira (1º), o BC deverá voltar a debater a situação do BRB. Diante disso, o Governo do Distrito Federal trabalha com a expectativa de que a agora governadora Celina Leão (PP) procure o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e peça ajuda de um banco público.
Como a CNN Brasil mostrou, a Caixa Econômica informou ao Tribunal de Contas da União ter desistido de ajudar o BRB. Fontes garantem que a desistência ocorreu após resistência do Palácio do Planalto em ajudar o governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.
Agora, o cálculo de Celina Leão – que tentará ser eleita para seguir no comando do GDF durante as eleições de outubro -, é que resolver a situação do BRB garantirá mais votos do que resistir a pedir a ajuda de Lula.
A CNN Brasil procurou o BRB e a governadora do DF, mas não recebeu respostas até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.