O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, atacou o ex-embaixador nos EUA, Peter Mandelson, na quinta-feira (5), dizendo que lamentava ter acreditado em suas “mentiras” antes de nomeá-lo.

Starmer está sob enorme pressão, inclusive de parlamentares de seu próprio Partido Trabalhista, devido à decisão de nomear Mandelson como enviado britânico a Washington em dezembro de 2024, quando seus laços com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein já eram conhecidos.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na semana passada incluem e-mails que destacam a proximidade dessa relação e também sugerem que Mandelson vazou documentos governamentais para Epstein, e que Epstein registrou pagamentos para Mandelson ou seu então parceiro, agora marido.

“Já era de conhecimento público há algum tempo que Mandelson conhecia Epstein, mas nenhum de nós tinha noção da profundidade e da obscuridade dessa relação”, disse Starmer no início de um discurso no sul da Inglaterra.

Mandelson, que foi ministro do governo quando o Partido Trabalhista estava no poder há mais de 15 anos, renunciou ao seu cargo na câmara alta do parlamento, a Câmara dos Lordes, na terça-feira (3), devido a ligações com Epstein, e agora está sob investigação policial por suposta má conduta no cargo.

Ele afirmou não se lembrar de ter recebido pagamentos e não comentou publicamente as alegações de que vazou documentos. Ele não respondeu às mensagens solicitando comentários.

Os oponentes de Starmer, e até mesmo membros de seu próprio partido, afirmaram que as revelações levantam sérias dúvidas sobre seu discernimento. Com as pesquisas indicando que Starmer já é extremamente impopular entre o público britânico, alguns em seu próprio partido dizem que sua posição está ameaçada.

“Quero dizer isto (às vítimas de Epstein): Sinto muito. Sinto muito pelo que lhes foi feito, sinto muito que tantas pessoas em posição de poder tenham falhado com vocês, sinto muito por ter acreditado nas mentiras de Mandelson e por tê-lo nomeado”, disse ele.

Starmer disse que queria divulgar as recomendações de investigação que recebeu quando selecionou Mandelson para o cargo em Washington, mas afirmou que precisava acatar um pedido da polícia para não fazer nada que pudesse prejudicar a investigação.



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