Após quase dois meses da morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, o resultado do laudo médico-pericial apontou que o jovem morreu em decorrência direta das agressões sofridas durante uma briga com Pedro Turra, de 19, anos, em janeiro deste ano.

De acordo com o documento a que a CNN Brasil teve acesso, a morte foi ocasionada pelos múltiplos socos desferidos por Turra contra o lado esquerdo da cabeça de Rodrigo. As agressões provocaram uma fratura no osso temporal, além de uma ruptura da artéria meníngea média, o que gerou grande acúmulo de sangue entre o crânio e o cérebro.

O laudo indica que o sangramento intracraniano levou à compressão progressiva do encéfalo, seguida de edema cerebral e herniação encefálica, quadro este que evoluiu para morte encefálica. Rodrigo Castanheira morreu no dia 7 de fevereiro após ficar 16 dias internado.

A análise técnica também descarta a hipótese inicial de que a morte teria sido causada por uma batida da cabeça contra um carro ou outro objeto. A ideia foi descartada depois dos peritos entenderem que a fratura craniana e os hematomas estão localizados no lado esquerdo da cabeça, compatíveis com impactos diretos nessa região.

Com isso, a lesão sofrida viria de golpe direto, e não de contra-golpe.

Relembre o caso: Briga por chiclete: adolescente é agredido e tem parada cardíaca no DF

O laudo ainda destaca que imagens e vídeos analisados indicam que Rodrigo foi atingido por diversos golpes no rosto e na região do crânio durante a briga.

À CNN Brasil, um familiar da vítima diz haver uma grande evidência de que Turra posuía algum tipo de proteção em suas mãos, uma vez que pela quantidade de socos desferidos pelo agressor, ele não teve qualquer tipo de fratura comprovada.

No laudo, o objeto é citado como uma possível proteção da mão de Turra, distribuindo a força do impacto sobre maior área da mão, o que evitaria lesões no punho. Entretanto, o documento apresenta uma limitação técnica. Veja:

“O presente parecer não dispõe de exame direto da mão do agressor, registros de imagem de alta resolução que permitam identificar objeto em sua mão, ou laudo pericial específico sobre esse quesito. A ausência de lesões no punho do agressor constitui indício médico-forense relevante, mas não é, por si só, prova conclusiva da presença de instrumento contundente.”

Desse modo, não é possível afirmar com exatidão se possuía, de fato, um objeto nas mãos de Turra.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Turra. O espaço segue aberto.

O caso

No dia 24 de janeiro de 2026, Pedro Turra e Rodrigo Castanheira se envolveram em uma discussão na saída de uma festa, que, segundo as investigações, Turra teria se irritado com um comentário da vítima sobre um chiclete que o piloto havia jogado para um amigo.

Em razão do desentendimento, Turra desceu do carro e agrediu o adolescente, desferindo diversos golpes.

Durante o ato, Castanheira bateu a cabeça na porta de um veículo, sofreu traumatismo craniano e teve uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos. O jovem permaneceu em coma induzido até sua morte.

O piloto já havia sido detido dias antes pelo mesmo fato, mas recebeu liberdade provisória na ocasião, antes da justiça decretar a prisão preventiva ser executada.

Piloto já tinha registro por outras ocorrências

Além do caso de repercussão que provocou a morte de Rodrigo Castanheira, a PCDF afirma que investiga outros três casos envolvendo o piloto em Águas Claras, ocorridos em 2025. Entre as ocorrências, estão:

  • Fornecimento de bebida alcoólica a menor: Em junho de 2025, Pedro foi denunciado por obrigar uma adolescente de 17 anos a ingerir vodca contra a própria vontade em uma festa no Jockey Club;
  • Lesão corporal: No final de junho de 2025, foi acusado de agressão em uma praça pública;
  • Constrangimento ilegal: Em julho de 2025, o jovem teria cometido atos de agressão e constrangimento contra um indivíduo, caso registrado como vias de fato.



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