O anúncio da filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) ao PSD, que agora conta com três presidenciáveis, deixou o cenário da direita em Minas Gerais indefinido.
No ano passado, o vice-governador Mateus Simões deixou o Novo e foi para a sigla de Gilberto Kassab com a intenção de formar uma frente ampla da direita no estado.
A reviravolta no PSD nacional, porém, deixou o PL diante de uma encruzilhada: apoiar a reeleição do governador (que assume o cargo em abril) ou lançar o deputado Nikolas Ferreira para garantir um palanque ao senador Flávio Bolsonaro?
“O cenário está nebuloso em Minas Gerais. Nosso apoio está condicionado ao palanque do Flávio. Vou me reunir com Nikolas para tratar do assunto”, disse à CNN o deputado Domingos Sávio, presidente do PL-MG.
Ainda segundo Sávio, o plano original era lançar Nikolas à reeleição para a Câmara para puxar votos e ampliar a bancada do partido.
Com as mudanças no tabuleiro, porém, o cenário ficou “em aberto“ , segundo o dirigente.
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), deve deixar o cargo para disputar à Presidência, mas é cotado para ser vice do escolhido do PSD ou de Flávio, de quem é próximo.