Centro de Socioeducação feminino de Cascavel ganha biblioteca

A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju) inaugura na segunda-feira (23) uma biblioteca na Unidade Socioeducativa Cascavel I (Oeste), destinada ao atendimento de adolescentes do gênero feminino. O espaço, batizado de “Depois do depois”, integra as ações do projeto Entre Vozes e Escrita, iniciativa que busca fortalecer o acesso à cultura, incentivar a leitura e estimular a produção autoral de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

Desenvolvido pela agente socioeducativa Marluce Zambrin em parceria com a jornalista e escritora Mariah Morais, o projeto será implementado inicialmente em três unidades socioeducativas do Paraná: Cascavel I, Joana Richa (Curitiba) e Londrina II, com perspectiva de ampliação para todo o Estado. No evento de inauguração estarão presentes a escritora Mariah Morais e a ex-atleta da seleção feminina de futebol Miraildes Maciel Mota, conhecida como Formiga.

“Nós apoiamos a criação de espaços que estimulem o aprendizado e que preparem os adolescentes para serem bons cidadãos e bons profissionais. Isso reduz a ociosidade e traz propósito para eles”, diz o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge.

Alex Sandro da Silva, coordenador de Gestão do Sistema Socioeducativo do Estado, conta que a leitura já é uma prática realizada por adolescentes nas unidades socioeducativas e esse projeto vem qualificar esses espaços, oferecendo mais oportunidades, seja pelas novas obras que foram doadas, pela adequação do espaço físico e do mobiliário, que possibilita que se sintam acolhidas nesse ambiente.

“Que a leitura possa sempre abrir portas e janelas, permitindo que as pessoas enxerguem para além do seu próprio universo. Ela estimula a imaginação, incentiva a contação de histórias e possibilita que elas possam, a partir disso, contar as suas próprias histórias”, afirma.

A nova biblioteca está sendo implementada em parceria com a Editora Ciranda Cultural e com a empresa Elgin. Para Marluce Zambrin, uma das idealizadoras, o projeto reafirma a leitura e a escrita como direitos fundamentais e ferramentas de transformação. “Ao garantir espaços de escuta, expressão e produção autoral dentro da socioeducação, estamos reconhecendo esses adolescentes como sujeitos de história, de voz e de futuro. O Entre Vozes e Escrita nasce para fortalecer vínculos com a cultura, ampliar horizontes e mostrar que novas trajetórias são possíveis”, afirma.

A proposta prevê a articulação das bibliotecas das unidades como espaços de formação, diálogo e criação. Entre as ações previstas estão a formação de mediadores de leitura e o incentivo à produção autoral dos adolescentes, promovendo a escrita como ferramenta de expressão, construção de identidade e fortalecimento da cidadania.

O Paraná tem 19 Centros de Socioeducação (Cense) e nove Casas de Semiliberdade. Essa rede atende adolescentes em todo o Estado com programas de reeducação. As políticas baseiam-se nos princípios de atenção integral e prioritária do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa, a partir da articulação de ações de prevenção de fatores de risco e promoção de fatores de proteção. 

Fonte: PARANAGOV

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