A política anti-imigração do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, foi fundamental para que o Werder Bremen desistisse de um tour pelos Estados Unidos, marcado para maio deste ano. A declaração foi dada pelo diretor-executivo do clube, Klaus Filbry, ao site alemão DeichStube.
“Duas pessoas foram mortas a tiros por autoridades estaduais em Minnesota. Jogar em uma cidade que atualmente enfrenta distúrbios e onde pessoas estão sendo baleadas não condiz com os valores do nosso clube. Isso não vai acontecer”, disse.
Ações anti-imigração nos EUA
Em janeiro, um cidadão americano de 27 anos foi baleado e morto por agentes do ICE. O caso aconteceu alguns dias depois da morte de Renne Good, também cidadã americana, morta a tiros.
As mortes ocorreram em meio a outras ações violentas no local, como a prisão de uma criança de 5 anos e a abordagem com um tiro de um cidadão venezuelano. Depois de muitos protestos e de questões orçamentárias, no início de fevereiro, o governo americano anunciou a retirada de 700 agentes de imigração de Minnesota.
“Já não está claro quais jogadores podem entrar nos Estados Unidos por causa dos requisitos de entrada mais rigorosos, que incluem a análise dos perfis nas redes sociais dos últimos cinco anos”, completou ele.
Dificuldades financeiras também pesaram
Para além das questões políticas, o Werder Bremen também tem outros poblemas internos para tratar, financeiras e esportivas. O clube é apenas o 16º no campeonato alemão, e não disputa nenhum campeonato além do nacional, fatos que contribuíram para que a diretoria recalculasse a rota.
“A atual conjuntura dificulta o planejamento e pode acarretar certos riscos financeiros”, pontuou Filbry.