O presidente Donald Trump afirmou que recebeu “algumas respostas positivas” após entrar em contato com nações para buscar ajuda na proteção do estratégico Estreito de Ormuz.
“Eles foram contatados hoje e ontem à noite, e tivemos algumas respostas positivas. Alguns preferem não se envolver”, disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One. Ele não revelou quais países foram procurados.
Embora vários países tenham se manifestado sobre o pedido, nenhum se comprometeu a enviar navios para a região, que permanece praticamente bloqueada desde o início do conflito.
China
O país não mencionou o envio de embarcações, mas demonstrou preocupação com a escalada do conflito, poucas horas depois de Trump pedir ajuda a Pequim.
Questionado sobre a possibilidade de adiar a cúpula prevista com o líder chinês Xi Jinping, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou na segunda-feira (16): “A diplomacia de chefes de Estado desempenha um papel indispensável na orientação estratégica das relações China-EUA.”
Ele acrescentou que os dois países permanecem em diálogo sobre a reunião.
Japão
O país não planeja enviar navios, disse a primeira-ministra Sanae Takaichi. “Ainda não tomamos decisões sobre o envio de embarcações navais. Estamos avaliando o que o Japão pode fazer de forma independente, dentro do nosso marco legal”, declarou à Câmara dos Representantes na segunda-feira (16).
Austrália
Também não enviará navios. “Sabemos o quanto isso é importante, mas não fomos solicitados nem estamos contribuindo nesse momento”, disse a ministra dos Transportes, Catherine King, na segunda-feira (16).
Coreia do Sul
O país anunciou que avaliará com cuidado o pedido de Trump, segundo informou a Reuters no domingo (15), citando o escritório presidencial. “Vamos manter comunicação próxima com os EUA sobre o assunto e tomar uma decisão após análise detalhada.”
Reino Unido
O secretário de Energia, Ed Miliband, afirmou que o país estuda “todas as opções” para contribuir com a proteção do Estreito de Ormuz, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.
Segundo ele, essas possibilidades estão sendo avaliadas em conjunto com aliados.