A presidência da COP30 afirmou na terça-feira (18) que ainda espera chegar a um acordo sobre algumas das questões mais controversas na cúpula climática antes do previsto, mas admitiu que ainda existem grandes divergências entre os países em questões como combustíveis fósseis.

A cúpula de duas semanas na cidade amazônica de Belém reuniu governos de todo o mundo para fortalecer a complexa estrutura da ONU que sustenta a ação global para deter o aumento das emissões de gases de efeito estufa e lidar com os danos causados ​​pelo aquecimento global.

O Brasil, país anfitrião, quer um acordo fechado em duas etapas: um pacote nesta quarta-feira (19) – incluindo temas como a redução do uso de combustíveis fósseis e a entrega do financiamento climático prometido, que, há uma semana, foram considerados muito complexos para sequer constarem da agenda formal –, e outro para concluir quaisquer questões pendentes até sexta-feira (21).

Confirmando que os negociadores trabalhariam até tarde da noite pelo segundo dia consecutivo, o presidente da COP30, André Correa do Lago, disse que ainda esperava que o primeiro acordo fosse aprovado nesta quarta-feira, mas que isso poderia acontecer “muito tarde”.

Qualquer acordo desse tipo contraria as expectativas criadas pelas outras edições mais recentes da COP, que se estenderam muito além do prazo previsto. A conferência ainda está programada para terminar nesta sexta-feira.

Michael Jacobs, pesquisador sênior da ODI Global, observou: “Estamos agora na reta final das negociações. A presidência brasileira está muito interessada em concluir tudo o mais rápido possível.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará da conferência nesta quarta-feira para dar um novo impulso político às negociações. Ele se reunirá com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Jacobs destacou a intenção do Brasil de apresentar a Lula um avanço inicial, embora tenha acrescentado: “Muitos delegados estão muito céticos quanto à possibilidade de realmente concluirmos um desses pacotes hoje.”

Entre os temas mais complexos estão: definir como os países ricos financiarão os países mais pobres para que estes façam a transição para energias limpas e o que deve ser feito em relação à discrepância entre as reduções de emissões prometidas e as necessárias para impedir o aumento das temperaturas.



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