A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo de dois requerimentos para ser convocada a prestar esclarecimentos sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Os pedidos foram apresentados em agosto do ano passado e não foram apreciados.
Gorete Pereira é investigada no esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões. O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a deputada use tornozeleira eletrônica. A medida foi cumprida pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (17).
Em agosto do ano passado, os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Paulo Pimenta (PT-RS) apresentaram requerimentos à CPMI do INSS para que Gorete Pereira fosse convocada pela comissão. Os pedidos feitos em 20 e 28 de agosto, respectivamente.
“Sua vinculação ao caso levanta sérias preocupações sobre a extensão da rede de beneficiários e intermediários que se aproveitaram das brechas no sistema previdenciário para sustentar práticas ilícitas”, sustentaram os deputados.
“O caso de Maria Gorete não pode ser visto isoladamente, mas sim dentro de um contexto mais amplo de omissões, fraudes e cumplicidades que resultaram em prejuízos bilionários à Previdência e em graves danos aos beneficiários legítimos”, afirmaram.
“Sua convocação e o aprofundamento da apuração sobre seu papel são passos indispensáveis para garantir a responsabilização e para reconstruir a credibilidade do sistema previdenciário brasileiro”, diziam os requerimentos.