A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou que a viagem para Dubai, interrompida após ele ser preso no aeroporto de Guarulhos na noite de segunda-feira (17), estava relacionada ao processo de venda da instituição.
Segundo os advogados, a viagem internacional integrava a agenda comercial acertada após o anúncio da venda, que vinha sendo negociada ao longo dos últimos dias e foi anunciada oficialmente na noite da segunda.
“Vorcaro anunciou ontem a venda da instituição e tinha plano de voo a Dubai para se encontrar com os compradores”, diz a nota enviada à imprensa.
Segundo apurou a CNN Brasil, a Polícia Federal monitorou Vorcaro e antecipou a prisão para evitar uma fuga.
Os representantes jurídicos, no entanto, dizem que o executivo já havia constituído uma equipe para conduzir sua defesa e que tanto ele quanto o Banco Master vinham se colocando à disposição das autoridades.
“No mesmo dia, advogados, por ele [Vorcaro] e pelo Banco Master, colocaram-se, como já haviam feito antes, à disposição para cooperar com as autoridades, prover informações, participar de audiências, inclusive com a presença de Vorcaro”, continua a nota.
O controlador do Master foi detido no âmbito da Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), que apura emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. As investigações começaram em 2024.
A PF cumpriu seis mandados de prisão, sendo quatro preventivas e duas temporárias. Houve ainda ordem de bloqueio em contas em R$ 12,2 bilhões, além de apreensões de diversos carros de luxo, obras de arte e relógios, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.