A guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã está causando uma crise global de combustíveis, já que o Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, permanece quase que completamente fechado para petroleiros.

A consequente escassez de petróleo e a alta dos preços estão forçando países ao redor do mundo a limitar o consumo de energia, liberar reservas e buscar novas fontes.

Veja abaixo como alguns países estão respondendo.

  • Os Estados Unidos, que há tempos pressionam outros países a não comprarem petróleo russo, emitiram uma nova licença na quinta-feira (12) permitindo a compra temporária de certos produtos petrolíferos da Rússia.
  • A Austrália está liberando 762 milhões de litros de gasolina e diesel de reservas para aliviar a escassez de suprimentos para agricultores em áreas rurais. O país também flexibilizou temporariamente os padrões de qualidade de combustível para permitir que gasolina sem chumbo com níveis mais altos de enxofre seja misturada com o fornecimento local.
  • O Japão liberará 80 milhões de barris de petróleo, o equivalente a 45 dias de suas reservas de 254 dias, já nesta segunda-feira (16), afirmou a primeira-ministra Sanae Takaichi.
  • A Coreia do Sul fixou os preços do petróleo pela primeira vez em quase 30 anos. A partir da meia-noite, o preço da gasolina comum foi fixado em 1.724 KRW (cerca de US$ 1,17) por litro, segundo o Ministério da Energia do país.
  • A Índia, o país mais populoso do mundo e um dos maiores importadores globais de gás liquefeito de petróleo (GLP), acionou poderes de emergência para desviar combustível de usuários industriais e manter o abastecimento residencial.
  • Milhões de pessoas de Bangladesh estão sendo orientados a diminuir o uso de ar-condicionado, apagar as luzes e evitar deslocamentos para reuniões.
  • O Paquistão também anunciou medidas de austeridade extremas, incluindo o fechamento de escolas e políticas de trabalho remoto.
  • O já frágil fornecimento de combustível da Coreia do Norte, que depende de uma complexa rede de rotas de abastecimento da China e da Rússia, poderá ser ainda mais pressionado se os preços da energia continuarem subindo.
  • Enquanto isso, países como Espanha, Noruega e China podem ver os grandes investimentos em energia renovável darem frutos.

*Hilary Whiteman, John Liu, Rhea Mogul, Laura Sharman, Will Ripley, Yoonjung Set e Luciana Lopez, da CNN, contribuíram com esta reportagem



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