O estoque da Dívida Pública Federal subiu 2,31%, saindo de R$ 8,641 trilhões, em janeiro, para R$ 8,840 trilhões, em fevereiro. Os dados constam no Relatório Mensal da Dívida Pública divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional.
Já a DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna) teve seu estoque ampliado em 2,17% no mês passado, ao passar de R$ 8,330 trilhões para R$ 8,511 trilhões. Segundo a pasta, o avanço tem relação com à emissão líquida de R$ 102,81 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 77,76 bilhões.
O Tesouro Nacional informou que o estoque da DPFe (Dívida Pública Federal externa) apresentou variação positiva de 6,13%, encerrando o mês de fevereiro em R$ 329,65 bilhões (US$ 64,02 bilhões). Desse total, R$ 278,97 bilhões (US$ 54,17 bilhões) são referentes à dívida mobiliária e R$ 50,68 bilhões (US$ 9,84 bilhões) relativos à dívida contratual.
Em fevereiro, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 166,8 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 41,05 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 125,75 bilhões.
Do total da emissão líquida, R$ 102,81 bilhões são referentes à emissão líquida da DPMFi e R$ 22,94 bilhões, à emissão líquida
da DPFe.
No mês passado, a reserva de liquidez da dívida pública variou 9,86% na comparação mensal, subindo para R$ 1,192 trilhão. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 34,13%, em termos nominais.
O colchão da dívida compreende as disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida e o saldo em caixa dos recursos oriundos da emissão de títulos. O nível atual da reserva de liquidez garante o pagamento dos próximos 6,41 meses de
vencimentos.
No período, o prazo médio da Dívida Pública Federal apresentou redução, passando de 4,03 anos, em janeiro, para 4 anos, em fevereiro. O custo médio da dívida federal também reduziu, passando de 12,07% ao ano, em janeiro, para 11,90% ao ano, em fevereiro.