Não é de hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha para tirar do campo das promessas um encontro em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde os primórdios do tarifaço americano, Lula pedia à sua equipe que fizesse o possível para viabilizar a reunião. O local desejado era nada menos do que a Casa Branca, como revelou à época a CNN, vista pelo brasileiro como palco de uma manifestação de prestígio.
As conversas evoluíram e, nas últimas semanas, o desejo de Lula começou a tomar um contorno real. Mas o conflito eclodido no fim de semana com o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã traz um ingrediente novo – e forte – à receita. Na prática, isso torna esse encontro ainda mais estratégico para o Brasil.
Se confirmada a manutenção da agenda, já seria por si só um sinal positivo para a diplomacia brasileira, dada a turbulência internacional e o papel central dos Estados Unidos no combate. Há, claro, a inegável oportunidade para o Brasil discutir sua relação comercial com os Estados Unidos. Mas é, também, uma chance de trabalhar a imagem do próprio Lula dentro e fora do Brasil.
Desde o início do mandato, Lula age para reforçar sua imagem no exterior. Aliados próximos do presidente falam em reviver os tempos em que ele era chamado de “o cara” por Barack Obama. Lula também já vem se apresentando como um agente capaz de mediar conflitos externos. Na Ucrânia e na Venezuela, por exemplo. E o Irã se somaria a essa lista.
O simples fato de ter a oportunidade de tratar desse tema com Trump seria uma vitrine para Lula diante da comunidade internacional. Lembrando que o petista está em plena largada da campanha eleitoral. E tem como principal adversário o dono de um sobrenome que sempre buscou se associar a Trump