Os Estados Unidos realizarão novos exercícios militares em Trinidad e Tobago durante cinco dias, a partir de domingo (16), segundo anúncio do país caribenho.

O comunicado veio após o envio, no mês passado, de um destróier de mísseis guiados para o país para exercícios de treinamento, uma ação que a vizinha Venezuela denunciou como uma “provocação militar”.

Na quinta-feira (13), o procurador-geral de Trinidad e Tobago disse ao jornal Financial Times que os EUA “intensificariam” os exercícios na ilha, localizada a poucos quilômetros da costa venezuelana.

Na sexta-feira (14), o ministro das Relações Exteriores de Trinidad e Tobago, Sean Sobers, negou que os exercícios militares da próxima semana sejam um prelúdio para uma possível ação militar de Washington perto do país, particularmente na Venezuela.

Embora haja preocupação global com uma potencial ação dos Estadps Unidos na região, a primeira-ministra da nação caribenha, Kamla Persad-Bissessar, defendeu a presença americana e seu confronto com o líder socialista venezuelano Nicolás Maduro.

Os exercícios incluirão a 22ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, já mobilizada na região para apoiar o que Washington descreve como uma missão para “desmantelar o tráfico de drogas” no Caribe.

O governo de Trinidad e Tobago declarou que os exercícios permitirão que as tropas americanas e venezuelanas se familiarizem com as táticas e técnicas umas das outras, e que suas forças receberão treinamento dos americanos para lidar com problemas internos, como o crime relacionado ao narcotráfico e a violência de gangues.

Aumento da presença militar americana

Nas últimas semanas, os Estados Unidos concentraram suas forças navais no Caribe, incluindo o envio de seu maior navio de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford.

Em resposta, a Venezuela anunciou uma mobilização maciça de pessoal militar, armamentos e equipamentos no Caribe.

Isso gerou temores de que tanto Washington e Caracas estejam se preparando para um conflito em larga escala.

Embora os EUA tenham justificado o envio de tropas para a região como uma medida para combater embarcações de narcotráfico, alguns especialistas questionam a necessidade de tal poder de fogo para esse fim.

Eles apontam que o USS Gerald R. Ford representa a maior presença militar americana na região desde a invasão do Panamá em 1989.

O presidente Donald Trump afirmou acreditar que os dias de Maduro estão contados e que não descarta a possibilidade de ataques terrestres dos EUA na Venezuela.

A CNN também noticiou que, no início desta semana, Trump foi apresentado a opções para operações militares dentro da Venezuela. O republicano ainda não decidiu como proceder, mas já expressou reservas quanto à realização de uma ação militar para depor Maduro.

Recentemente, Maduro pediu aos Estados Unidos que evitem o conflito, dizendo à CNN que sua mensagem para Trump era: “Sim à paz, sim à paz”.



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