O prazo para o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor responder à solicitação de depoimente do comitê do Congresso dos Estados Unidos, sobre a relação dele com o empresário condenado por abuso e tráfico sexual, Jeffrey Epstein, acaba nesta quinta-feira (20).

Em uma carta enviada ao ex-príncipe em 6 de novembro, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA solicitou que ele concedesse um “depoimento transcrito” em relação à “longa amizade” dele com Epstein.

O documento foi assinado por 16 membros do Congresso e pede que Andrew responda até 20 de novembro.

Por lei, caso ele não retorne o pedido, o Congresso não pode intimá-lo por que ele não é um cidadão americano e não está nos Estados Unidos.

O pedido foi feito uma semana depois de o rei Charles III ter iniciado o processo para destituir Andrew, seu irmão mais novo, dos seus títulos e honras e expulsá-lo da propriedade real em Windsor, devido à profundidade dos laços dele com Epstein.

É provável que Andrew recuse o pedido do comitê.

O nome do ex-príncipe aparece em registos financeiros e documentos obtidos por intimação junto da herança de Epstein e publicados pelo comité, incluindo em anotações como “massagens para Andrew”, que, segundo o comité, “levantam sérias questões” sobre a natureza da sua relação com o ex-empresário.

Ele também foi acusado por Virginia Giuffre – que morreu por suicídio em abril – de tê-la abusado sexualmente quando ela tinha apenas 17 anos. Em um livro de memórias póstumas, Giuffre escreveu que Andrew “acreditava que fazer sexo comigo era seu direito inato”.

Apesar de afirmar nunca tê-la conhecido, o ex-príncipe teria pago milhões de dólares a Giuffre em 2022 para encerrar um processo civil movido por ela contra ele.

Ele negou repetidamente todas as acusações.

No início de outubro, a Polícia Metropolitana de Londres afirmou estar investigando relatos da mídia britânica de que Andrew teria pedido à sua proteção policial para “encontrar podres” sobre Giuffre em 2011.

Além de investigar os supostos abusos cometidos por Epstein e seu círculo, o comitê afirmou que também estava apurando tentativas de “silenciar, intimidar ou ameaçar as vítimas”, citando a investigação da Polícia Metropolitana como mais um motivo para querer interrogar o ex-príncipe.

Fontes da realeza disseram à CNN que o pedido do comitê é uma questão interna de Andrew, em nome de quem o Palácio de Buckingham não se pronuncia nem age.



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