A Polícia do Distrito Federal realiza, na manhã desta terça-feira (3), uma megaoperação contra uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes de luxo com atuação nos estados do Ceará, Goiás e no Distrito Federal. A ação, que acontece no Distrito Federal, Ceará, Goiás e Rio de Janeiro, tem como objetivo cumprir 110 mandados judiciais.
Segundo a polícia, entre os alvos da megaoperação estão três dos principais líderes da organização criminosa, responsáveis pela coordenação das ações do grupo e pela gestão logística das atividades ilícitas. A polícia afirma que o foco principal do grupo eram caminhonetes nos modelos Toyota Hilux e SW4.
A ação busca cumprir 20 mandados de prisão preventiva, 23 mandados de prisão temporária, 49 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros, que acumulam valores de R$ 15,9 milhões. O número é equivalente ao prejuízo gerado pelo furto de 53 caminhonetes entre janeiro a dezembro de 2025.
De acordo com a polícia, o grupo pode responder por furto qualificado (pena máxima prevista de oito anos de prisão), organização criminosa (também com pena máxima de oito anos de prisão) e lavagem de dinheiro (crime cuja pena pode ultrapassar dez anos de prisão).
As investigações ainda apontaram que os veículos furtados tinham, posteriormente, os sinais identificadores alterados, fator que, além de dificultar a identificação da origem ilícita dos bens, auxiliava na comercialização e utilização das caminhonetes.
Segundo a polícia, a organização tinha um modus operandi e “agia de forma reiterada e coordenada, subtraindo veículos previamente encomendados que, em seguida, eram destinados a dois principais fins criminosos: desmanche e comercialização ilícita e tráfico transnacional”.
- Desmanche e comercialização ilícita: os veículos eram levados a oficinas, onde eram desmontados de forma estratégica. As peças e componentes eram vendidos em lojas físicas e, sobretudo, por meio de plataformas digitais de comércio eletrônico;
- Tráfico transnacional: parte dos automóveis furtados era enviada a regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, sendo trocada por grandes quantidades de drogas que posteriormente abasteciam o mercado ilegal brasileiro.