A manutenção do inquérito das fake news é questionada até mesmo dentro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Para um grupo de magistrados, já passou da hora de a investigação ser concluída. E, caso haja a necessidade, que um novo inquérito seja instaurado.
A avaliação de bastidor é de que não há mais justificativa para uma investigação que já dura sete anos e ainda não apresentou a sua conclusão.
E que ela era válida no contexto do governo de Jair Bolsonaro (PL), quando a Suprema Corte sofria ameaças constantes de parlamentares e influenciadores de direita, em uma escalada no conflito entre Poderes.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) protocolou, nesta segunda-feira (23), uma manifestação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, pedindo o encerramento do inquérito.
No ofício, a OAB manifesta “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração”. A entidade ressalta que o procedimento “nasceu em contexto excepcional”.
O inquérito das fake news, chamado também de “inquérito sem fim”, voltou ao noticiário na última semana após operação de busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, que teve como alvos quatro servidores que atuam na Receita Federal.