O governo iraniano anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Segundo comunicado feito pelo comandante da Guarda Revolucionária, qualquer navio que tentar atravessar será incendiado. A medida foi apresentada como retaliação pela morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
Apesar da declaração, autoridades militares dos Estados Unidos afirmam que o estreito continua aberto e negam qualquer bloqueio.
Importância estratégica
O Estreito de Ormuz conecta os principais produtores de petróleo do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Por ali passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. O fechamento da rota ameaça provocar uma alta significativa nos preços globais do produto.
Ataques recentes
Pouco antes do anúncio, a Guarda Revolucionária iraniana realizou um ataque com drones contra um petroleiro que navegava na região. A embarcação atingida foi identificada como Athen Nova.
Reações e acusações
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, responsabilizou Estados Unidos e Israel por ataques recentes contra uma escola e um hospital no país, que deixaram centenas de mortos. Ele classificou os bombardeios como crimes contra a humanidade e prometeu que o Irã não se calará diante das agressões.
Discurso norte-americano
Em Washington, o presidente Donald Trump declarou que a ofensiva contra o Irã deve durar pelo menos cinco semanas. Ele afirmou que os objetivos da operação são destruir mísseis iranianos, desmantelar a Marinha do país e impedir o avanço de seu programa nuclear. Segundo Trump, os Estados Unidos já afundaram navios iranianos e eliminaram parte da liderança militar adversária.
O presidente norte-americano reforçou que não pretende retomar negociações com Teerã e que a guerra representa “a última e melhor chance” de eliminar a ameaça iraniana.
Fonte: PARANAGOV