O resultado da pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) vem com uma injeção de ânimo na militância bolsonarista e um balde de água fria na base governista. Em tempos de pré-campanha, o cenário de candidaturas ainda é incerto e o recall de disputas passadas pesa muito. Até por isso, faz mais sentido olhar para os embates em segundo turno quando o assunto é pesquisa eleitoral.

Pois é justamente ali que reside um dos dados mais importantes do levantamento. Segundo a pesquisa, o senador Flávio Bolsonaro subiu nas intenções de voto na segunda etapa de votação, de 44,9% para 46,3%. Lula, por sua vez, recuou de 49,2% para 46,2%. Estão em empate técnico.

O que se nota, até o momento, é um movimento do centro, que não consegue encontrar uma alternativa diante da polarização. Flávio parece atrair em boa parte os voto que o petista perdeu ao pregar para convertidos nesta primeira fase da pré-campanha.

 

 

Mas ainda não há sequer clareza sobre o quadro de candidaturas. E menos ainda sobre as propostas que serão colocadas na mesa da disputa. De quebra, tudo nessa pesquisa ainda está embalado pela margem de erro. O momento, agora, é de observar tendências. E os indicativos, nesse caso, são um alerta para a base governista.

Primeiro, porque o foco de Flávio, neste momento, tem sido suavizar a própria imagem, o que parece lhe render algum fruto. Aqui, tem algum valor a ideia de que a primeira impressão é a que fica. E o fato é que muitos eleitores só começaram a olhar agora com mais atenção para o filho escolhido por Jair Bolsonaro como herdeiro político. Para essa turma, Flávio é, em certa medida, uma novidade. Ele carrega a genética do pai, mas tem a oportunidade de se vender de uma forma diferente.

Outro ponto de atenção é a forma de fazer campanha. Flávio seguiu a tradição familiar. Movimentou-se intensamente na esfera digital. Já Lula passou as últimas semanas empenhado em consolidar sua base de apoio histórica. Seguiu aquela receita que guiou muitas das suas campanhas. Viajou para alguns dos seus redutos mais fiéis, discursou em cima do palanque e exaltou um olhar para o social.

A estrela da festa petista deveria ser a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Mas, ao menos por enquanto, o cumprimento dessa promessa parece ter teto no que se refere à capacidade de atrair votos ao centro. Na visão do governo, é cedo demais para medir o resultado final.

De qualquer forma, o caminho ainda é longo até as urnas. E o que a pesquisa Atlas evidencia é o que já se sabe há algum tempo: a disputa presidencial deste ano, por enquanto, está muito mais pautada pela rejeição do que pela adesão.



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