O relatório paralelo apresentado por governistas na CPMI do INSS faz apenas uma menção a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem apontar qualquer irregularidade relacionada ao empresário.
A referência aparece de forma lateral, a partir da relação pessoal entre Lulinha e a empresária Roberta Moreira Luchsinger, citada em um trecho que trata de atividades no setor de cannabis medicinal.
A menção está ligada à atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS” e apontado como figura central nas denúncias investigadas pela comissão. Segundo o relatório, ele passou a operar nesse segmento empresarial e teria contratado profissionais para apoiar os negócios, incluindo Roberta.
Apesar da inclusão do nome, o próprio documento delimita o alcance da citação. O parecer reforça que não há elementos que indiquem participação de Fábio Luís nas atividades descritas nem nas fraudes contra aposentados — foco da investigação.
O documento cita ainda declaração do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que afirmou publicamente não haver provas que sustentem responsabilização do empresário.
Elaborado em contraposição ao relatório oficial, o texto dos governistas registra o nome, mas ao mesmo tempo se antecipa em afastar qualquer vínculo com o esquema investigado.